Meio cruel isso, né? Mas foi! Menos um item.
As vítimas foram:
Silvio – Precisei lembrar a ele que é ridículo que ele aceite alguns absurdos que a mãe dele diz só porque ele tem medo dela (coisa do tipo “não vai porque eu não quero!”). Lembrei a ele também que, na maior parte do tempo, ele é um péssimo amigo (pelo menos comigo), e que lembra de mim só quando precisa. Aproveitando, falei que ele pode passar a me olhar como bem entendesse. E ele continua falando comigo como sempre falou.
Gabriela – Terminado o namoro de quase 5 anos, ela vem me pedir pra não dizer “vocês vão voltar”. Realmente, eu não diria isso, porque acreditava de verdade que eles não voltariam (como não voltaram mesmo...). Feliz, ela me agradeceu por acreditar na força de vontade dela. Mas não disse isso pela força de vontade dela; eles não voltariam (e não voltaram) porque ELE não quis...
Daniel – Meu amado priminho veio me dizer que tinha uma namorada e que ficava com ela pensando na outra. E que terminou dizendo: “não é você, sou eu...”. Tive que chamá-lo de ridículo.
Raphael – Meu amiguinho da faculdade, com uma cara de quem não ta nem aí pra nada, geminiano, e que mora nesses shows da Lapa, veio me falando que tem cara de santinho. Não, Raphael, você não tem cara de santinho. “Tenho cara de que, então?”; “Cara de safado”. Ficou muito chocado comigo.
Diego – Diz que não faz a monografia porque tem um encosto, um espírito que o leva pro sexo, pra bagunça, pras farras, pra todas as noites em claro. Disse que a culpa não é dele. Escrevi um e-mail de uma página inteira, dizendo que somos donos de nossas vontades e que não devemos colocar nome de macumba, sei lá mais o que pro que tem um nome só: preguiça e falta de vergonha. Podemos, sim, cair na balada todo final de semana se a gente quiser, puder e tiver fôlego pra isso. Mas depois não me venha com desculpas para os trabalhos em branco. Tenha consciência de que tudo é uma questão de escolhas... Parece que já escreveu 7 páginas depois disso.