sábado, 29 de maio de 2010

Falta de ânimo

Pois é, mais um post pra falar sobre o meu cansaço. Físico e mental. Esse período tá pasado. Tem momentos em que me dá uma vontade muito forte de sair correndo dessa sala, sair sem rumo, em direção à saída... E talvez até gritar de vez em quando.

Todo dia, quando eu saio do trabalho, a vontade que eu tenho é de ir pra casa, dormir, ficar vendo série de TV, totalmente descompromissada... Esse é meu sonho no momento. Mas eu sei que é importante que eu fique na faculdade, não desvalorizo nada, nem meus estudos, nem meu trabalho, nem cada um dos projetos (enormes) que eu fiz, nada, nada. Mas é só um momento de falta de ar, de aceleração, não sei nem bem o que é.

Me vi calculando, dia desses desde quando eu estudo, e percebi que estou no ar sem interrupções ha 18 anos. E isso é muito tempo!

Tudo bem, o momento Murta-Que-Geme termina por aqui. Não gosto de gente que reclama demais. Parece que atrasa a vida da gente, não sei, em geral são pessoas pesada, enfim... Então, também não gosto de reclamar. Então peço só um pouquinho de paciência com esse post amargo... Prometo que tentarei não fazer outros desses. Mas quando eu penso que ainda tenho que terminar 1 acpítulo da monografia, tenho relatórios pra cumprir, filmes pra rodar e editar, roteiros pra criar, artes pra entregar, apostilas pra ler e provas pra fazer, fora vida social, trabalho, etc, etc..., me dá uma vontade de entrar dentro do meu gaurda-roupas e ficar lá dentro, quietinha, até essa loucura toda passar...

Mas ao mesmo tempo eu penso: como vou virar gente grande se não passar por esse turbilhão de coisinhas? Coragem, Monique... Tudo vai passar...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cansaço de fim de período...

Fim de período. Cansaço generalizado. Têm momentos em que eu acho que vou ficar pela faculdade pelo resto da vida!! E me bate um desespero enorme, ainda mais quando vejo que muitos dos que começaram comigo já estão tirando fotos de beca lá na escadaria da Lapa, e eu penso que ainda tenho mais de um ano pela frente...

São trabalhos infinitos, uma monografia que parece que quanto mais escrevo mais ela cresce e precisa de mais conteúdo, provas que eu acho que já serão amanhã, fora o curso, o trabalho, uma vida social, as preocupações do dia-a-dia... Dá até vontade de sair correndo gritando muito alto!!

No apce dessa montanha de sentimentos, recebo um e-mail desabafo da dona Rosângela Pizzolati, uma amiga da faculdade. E percebi que estamos, realmente, TODOS cansados demais... A lista não foi criada por mim, mas poderia ser, perfeitamente: quero cada uma dessas coisas que ela (assim como as outras meninas, que responderam prontamente, com suas devidas assinaturas logo abaixo do texto genial da Rô)cita na lista!!



Ahhhhhhhhhhhhhhhhh eu não aguento mais a faculdadeeeeeeeeeeeeeeee AAHHHHHHHH
ISSO NÃO ACABAAAAAAAA.....

EU QUERO IR PARA CASA E ASSISTIR SESSÃO DA TARDE SEM PRECISAR ME PREOCUPAR COM O TRABALHO DA ROSANGELA;
EU QUERO VER A NOVELA DAS 18H, MESMO QUE SEJA UMA DROGA!
EU QUERO DORMIR TARDE PORQUE ESTAVA ASSISTINDO O PROGRAMA DO JÔ!!!! E NÃO FAZENDO PROJETO EXPERIMENTAL;
EU QUERO FICAR SEM FAZER NADA NO FINAL DE SEMANA;
EU QUERO QUEIMAR AS APOSTILAS DO HIRAN;
EU QUERO JOGAR FORA TODO O MATERIAL DE PESQUISA DE OPINIÃO;
EU QUERO PEGAR O DIN DIN DA MENSALIDADE E INVESTIR NA COMPRA DO MEU FUSCA;
EU QUERO DEIXAR DE TER QUE IR, EM DIA DE CHUVA, NO FRIO, PARA REALENGO;
EU QUERO USAR O MSN SÓ PARA JOGAR CONVERSA FORA;
EU QUERO PARAR DE MONTAR PASTAS NO MEU PEN DRIVE COM OS NOMES DAS MATÉRIAS DA FACULDADE;
EU NÃO AGUENTO MAIS AQUELE CACHORRO-QUEINTE (QUE ATÉ É BOM!);
EU TENHO QUE PARAR DE GASTAR DIN DIN NA FEIRINHAAAA;
EU NÃO QUERO MAIS FICAR NA SALA DO ICOM COM AQUELE AR CONDICIONADO QUE FUNCIONA BEM AO EXTREMO;
EU PRECISO PARAR DE FICAR CONTANDO QUANTAS FALTAS EU POSSO TER EM CERTAS AULAS;
EU NÃO AGUENTO MAIS FAZER MATÉRIA CUJO CONTEÚDO JÁ FOI DADO POR OUTRO PROFESSOR;
EU NÃO QUERO MAIS FAZER TRABALHOS QUE PRECISAM TER RELATÓRIO NO FINAL E APRESENTAÇÃO EM POWER-POINT;
EU ODEIO O LANCHE DA CANTINHA!
EU NÃO AGUENTO FAZER NOVA CARTEIRINHA DA BIBLIOTECA SEMPRE QUE MUDA O PERÍODO;
EU PRECISO IR NO CINEMA NA QUINTA-FEIRA À NOITE SEMPRE QUE EU DESEJAR.

AAAHHHHH EU NÃO AGUENTO MAISS


*desculpem, precisava desabafar...


//*Relaxa, Rô, todos precisamos...

domingo, 23 de maio de 2010

Caos Urbano

Essa última semana foi a semana do tal "Megaevento da Vivo", em apoio à seleção brasileira na Copa do Mundo. E eu tinha ingressos. Mesmo sendo em plena quarta-feira, a ideia de um programinha no meio da semana me tentou e eu fui.

Só pra variar, eu me atrasei, mas tava bastante animadinha. E enquanto conversava com meu amigo Well no metrô, tão destraidamente, passa um cara, um garoto, armado, e toma o rádio de uma menina com uma ordem simples: "passa o rádio". Nesse dia, nada me aconteceu, a não ser o medo e o desespero de ter ingressos não apenas pro show no Maracanão, mas também pra assistir de camarote a violência gratuita da cidade. Até então, essa face do perigo ainda não tinha se virado pra mim. Mas sabe que eu teria ficado muito bem sem ela...

Nessa mesma semana, voltando da faculdade, vejo uma van, dessas de passageiros, que eu pego quase todo dia, parada numa calçada, e muitos curiosos em volta. Mais tarde, descobri que aki tinha acontecido um assalto, e que o coitado do motorista acabou morto...

E eu me peguei pensando: por que nossa segurança é tratada de forma tão desleixada? Por que quem deveria se preocupar com essas coisas parece não se incomodar? E a quem devemos recorrer, então?

Lembro do primeiro assalto que passei. Estava com mais duas amigas, e levaram a bolsa de uma delas, onde estava meu espelhinho de estimação e minha identidade. A outra correu. Na delegacia, o delegado me disse "se você tivesse ficado em casa vendo Altas Horas, não tinha sido assaltada!". Eu fiquei muito, mas muito indignada: EU precisava mesmo deixar as ruas limpas para assaltantes? EU precisava me privar de sair, de ver meus amigos, de dançar, de beber, de rir, e fazer tudo o que eu acho que posso? Por que? Tive que lembrá-lo que EU, Monique Siqueira, estudo a semana toda, trabalho, pago minhas contas, sou cidadã, voto, cumpro minhas obrigações, pago taxas... E disse a ele que eu não era a vilã da história, eu não era a marginal e que não merecia e não ficaria presa em casa por isso. Mas que eles, aqueles que me levaram o espelho e a identidade, sim, deveriam estar presos. E que ele, delegado, precisava me proteger e defender. Mas como esbravejar em um país onde os assaltos acontecem dentro de uma delegacia e ninguém faz nada?

Mas por mais que a violência esteja solta, também acredito que as coisas acontecem quando têm que acontecer. Não é desculpa, é a verdade. Conheço quem anda de metrô ha anos e nunca viu nada do tipo... Conheço quem perdeu casaco, carteira, celular, tudo, na esquina de casa...

Parece mesmo que estamos sós. Mas não por isso vou deixar de sair, de andar, de curtir a vida... A violência existe e sempre existiu. E me parece que vai existir sempre. É preciso ter coragem, ou fé, ou necessidade de sair ou tudo junto para encarar a vida que se mostra depois do portão de casa. Nada é fácil, e pelo jeito nada é seguro, também. Mas enquanto houver uma só pessoa em quem puder olhar com o mínimo de confiança, ainda vou sair pelas ruas: tenho fé que sempre há trigo no meio do joio.

domingo, 16 de maio de 2010

Emoções na tela

Ainda essa semana, eu estava falando com minha amiga Juliana sobre pós-graduação. Eu falava com ela que se eu pudesse escolher sem raciocinar na razão e no futuro, eu faria documentário na UFF. Mas tenho muito medo do depois. Eu sou louca por vídeo, e um simples contato com essa área sempre me deixa feliz, e não só trabalhando, mas também assistindo.

Fico sempre pasma com a manipulação de estado de espírito que um bom filme é capaz. Sempre sou capaz de ir da gargalhada à melancolia com uma história. Acho lindo o fato de poder viajar em uma história totalmente diferente da sua vida, e ali sofrer, chorar, rir, se apaixonar, odiar, amar, sentir pena...

Sem querer fazer a Lisbela (de Lisbela e o Prisioneiro), o bom de todo filme não é o que vai acontecer, mas como vai acontecer. E tudo ali é permitido para que os personagens cumpram suas tarefas. E tudo o que você não tem em sua vida pode ser compensado na tela. Tudo o que você tem que fazer é sentar e assistir.

Estava hoje vendo o show da Cássia Eller pela MTV. A cada música, eu me sentia sentada ali, vendo tudo de camarote. E as letras? Ahhh, as letras... Me vi em muitas delas, voltando no tempo, na adolescencia; me vi na minha vida de hoje, quando uma estrofe falava por mim; me vi prospectando um futuro, esperando que parte daquela poesia cantada pela fabulosa voz de Cássia Eller se concretize um dia em minha vida.

Acabado o show em domicílio, me vi mergulhando de cabeça no mundinho fashion de Carrie Bradshaw e suas amigas de Sex and the City. Como meu amigo Well me diz, eu sou mesmo um clichê ambulante, e sim, muitos dos episódios que vi até hoje falaram direto comigo, falaram por mim em algum momento. Tenho meus momentos de Carrie, outros de Samantha, alguns de Charlotte e até de Miranda. Adoro sair dali acreditando que aquele happy end também vai acontecer comigo e que meu mundo pode ser tão fashion e glamouroso como o delas. Sonhar ainda é de graça, né?

Assim, se eu assisto Harry Potter fico desejando muito Hogwarts; se o filme é Prenda-me se For Capaz, o que eu mais quero é a inteligencia e a perspicácia de Frank Abagnale jr... Cada filme é uma emoção. E fico feliz por poder contar com vídeos, que eu tanto amo, para transformar meu dia, minha vida.

Quando terminei de asistir o ladeira abaixo de Requiem para um Sonho, me sentindo destruída, corri muito rápido para a série que sempre me diverte: Os Normais. O casal sempre me faz querer ter uma vida daquela, que é sem complicação, sem grandes problemas, com muito amor... Mas é um amor não-pegajoso, como eu tanto espero pra mim... Esse carrossel de ideias e sentimentos me faz ficar cada vez mais amante dos filmes...

Agora, é esperar pela próxima atração. E pela próxima emoção. E não tem mesmo jeito: vou me entregar, viajar, sair de meu mundo com os personagens da tela, e voltar, bem devagar, quando terminar. Me deixo voltar entorpecida, amolecida, para só então perceber qual é o desejo que está me dominando naquele momento. Por tudo isso é que eu pergunto: vídeo é ou não o máximo???

terça-feira, 11 de maio de 2010

Autossuficiência

Nessa semana que passou ouvi uma frase que, a princípio, foi só uma frase, mas que no decorrer de um final de semana fez muito mais sentido. Até um pouco mais do que eu imaginava. A frase foi: “sou autossuficiente”. Na hora, a frase fez sentido na conversa. Talvez eu tenha sorrido, feito algum comentário, e só. Era só algo a respeito do que falávamos, e, do jeito que minha memória é, depois de 10 minutosde tê-la ouvido, nem me desse mais conta dela.

Mas o final de semana foi chatinho, estranho. Não que eu esperasse algo acontecer (talvez meu inconsciente até esperasse…), mas, de fato, nada aconteceu. Bom, quase nada. Sexta, que nem é dia de sair porque acordo cedo no sábado, consegui me diverti. Ri, vi gente, falei bobagem, foi ótimo! E pra melhorar, sábado eu estava inteira. Pelo menos na parte da manhã.

Obrigações cumpridas, unhas feitas e cabelos lavados, agora era esperar por uma festinha de criança que eu teria de ir co meu pai. Meu pai não é nenhum exemplo, mas sábado ele bateu recordes e conseguiu ser pior que de costme.

Saindo de lá, tudo que eu mais queria (e precisava) era sair pra rir,ver gente, me sentir bem, sei lá, me sentir viva. E até os lugares perto de casa estavam me parecendo legais. Eu tive opções, tive disposição, tive vontade. Mas não tive companhia. Mais ceso, as minhas companhias em potencial me disseram que não sairiam, e já deixaram avisado que nem mesmo meus dramas e minhas cenas os fariam mudar de ideia. Quando eu cheguei em casa, me lembrei pela 1ª vez da frase.

Um amigo da faculdade me ligou nessa mesma noite, que foi a noite de comemoração do aniversário dele, e que eu disse que iria. Masnão fui, e me lembrei pela 2ª vez da bendita frase.

Me dei conta de quantas coisas eu perco por temer minha própria companhia. Se eu não fosse assim, certamente alguns finais de semana não seria tão enfadonhos. Claro que eu também não sairia por aí fazendo a louca e indo pra lugares absulutamente sozinha. Mas sei que tem coisas pra se fazer sozinho.

Essa coisa de ser autossuficiente estava na minha lista de 5 promessas para 2010. E porque não consigo isso por completo? Meu amigo-virtual-pscicólogo Gustavo me diz que isso acontece porque eu gosto da companhia, e não da balada em si. Mas eu preciso aprender a gostar da saída, e a encontrar a companhia onde eu estiver.

Tudo bem, o ano novo aindanão acabou, e eu ainda tenho 7 meses para me adestrar. Sei que não será do dia pra noite, mas sei que eu posso. E, acredite, eu estou caminhando. Ok, sei que ainda fico chateada quando meus amigos não querem sair (sempre), ou saem sem mim, ou não nos falamostanto quando eu queria. Realmente, talvez eu precise de amigos novos (nunca são demais), mas acima de tudo preciso ser mais minha amiga, e entender que pode ser legal onde eu estiver, ainda que seja sozinha. Estou aprendendo a lidar com a solidão, e até onde eu fui, fiz tudo direitinho. Mas ainda falta.

Sei que alguns verão esse meu desejo como egoísta, algo egocêntrico. Mas juro que não é: isso é o que eu entendo (e desejo) que seja a tal da autossuficiência.

sábado, 1 de maio de 2010

10 Motivos para não namorar

Dias atrás, conversava com uma amiga, e discutíamos sobre o bom e o ruim de estar namorando. Mas eu não estou namorando, e sinceramente gosto do meu estado. Fiquei pensando, então, no lado bom (e somente o bom) de NÃO estar namorando. Preciso agora contar pra essa amiga que pelo menos um top 10 eu consegui:

1. Não preciso dar satisfação a ninguém: Posso ir onde quero, com quem quero, quando quero, com que roupa quero e demorar o quanto quiser! É o máximo!

2. Não preciso inventar desculpas se quero ficar sozinha no final de semana: Tudo bem, eu confesso: eu enjoo rápido, sim. E minha mãe odeia mentir dizendo que eu não estou quando eu quero ficar sozinha e vai chegar o tal namorado.

3. Não preciso gastar dinheiro com presentes: Sei que muitas das vezes "não precisava...", mas eu gosto. E muitas vezes não resisto... Não tendo o namorado, não gasto com isso!

4. Posso me apaixonar mil vezes na semana por pessoas diferentes: E nem preciso me sentir mal por isso. Não preciso nem mesmo ficar com as mil pessoas. Mas se rolar alguém, também não preciso me sentir a ultima das criaturas, né?

5. Não precisar discutir a relação: Ninguém gosta de fazer isso, mas chega em um ponto que você precisa falar sobre a relação: o que não gostou, o que gostou, alguma coisa que ficou no ar, mal resolvida... E isso é chaaaato...

6. Variedade de companhia: Posso sair com as amigas, os amigos, sozinha e não exclusivamente com o namorado. E seja com quem eu for, não terei atras de mim, 5 minutos depois, o namorado me dizendo "tava te procurando, amor..."

7. Tempo pra mim: Tenho os dias livres pra fazer o que quiser, sem ter que primeiro falar com fulano...

8. Família dele: Acho que um dos piores momentos de um namoro é ir conhecer a família... Não sei se sou que tenho fobia social, mas fico muito nervosa e sempre penso que todos estão me medindo e me avaliando, com cara de nota 5,0. Tenho muito medo dessa parte...

9. Amigos homens: Sempre tive muitos amigos homens e por isso fico indignada em quem não acredita que possa haver, sim, amizade sem interesse entre sexo oposto. Sei que alguns deles ficam meio enciumados quando eu começo a namorar, e sempre tenho algum "papo-cabeça" sobre o assunto (com o namorado e com o amigo). Sem o namorado, posso ter 1 milhão de amigos!! ^^

10. Posso esperar pelo príncipe encantado: Tá, eu sei que ele não virá (ou já veio e eu o deixei ir embora sem pegar o e-mail...). Mas se eu estiver namorando, tenho alguém concreto. Se é alguém de verdade, é uma pessoa real, com seus defeitos, qualidades, coisas boas e ruins. Enfim, não é o príncipe. Se não tenho namorado, posso idealizar! Vai que se realiza?!?!

Sábado

Mais um sábado à noite e eu fiquei em casa. Há duas horas, eu tava aqui quicando, querendo fazer qualquer coisa (inclusive ir com minha prima para boates que eu abomino!!).

Mas acabei percebendo que posso ficar em casa mesmo e ficar de boa. Conversei com meu amigo-virtual-psicólogo Gustavo, ele me ajudou a perceber que o que eu mais quero pra esse sábado não é todo o glamour de uma noite de festa (não essa noite), mas sim estar com as pessoas, conversar, rir, falar bobagem, se sentir bem... E eu pude fazer isso em casa mesmo: pra isso serve a internet!!!

O sábado acabou não sendo absolutamente nada do que eu tinha em mente (não estava nos meus planos estar escrevendo no blog agora, definitivamente...), mas até que eu me diverti, ri, falei bobagem, estive com amigos (inclusive pessoalmente!!). Pode até não ser o sábado que muita gente acha normal, legal, mas "somos individuos singulares e complexos...o normal não existe, é uma ilusão"!!

Adorei aprender mais sobre mim hoje!


Primeiro Post

Há momentos em que tudo o que mais se quer na vida é estar com alguém, pra ser a sua companhia , seu amor, sua lembrança, ou como queira chamá-lo. A questão é não ficar sozinho. A solidão parece fria, distante, infeliz. Mas como, entre tantas e tantas pessoas, escolher uma que será a tal companhia? Como se vai saber que, logo depois, ali tão perto, uma companhia mais compatível vai passar por você sem deixar vestígios? E será mesmo que procede essa história de amor, de paixão, de querer entregar seu tempo, sua vida, seus pensamentos, suas páginas de diários a uma pessoa em especial?

Será que é verdade que todo o resto se torna apático, sem graça, preto e branco? E que essa tal pessoinha poderosa pode estar em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, com qualquer pessoa? E que todo esse discurso frio, calculista, cruel, coração de gelo se derrete e que a vida passa a ter mais sabor?

Mas, então, o que é isso que vivo hoje? E quais são as certezas de que o “amor da minha vida” vai estar justamente na minha vida? De que meu príncipe encantado não vai estar justamente no meu reino? Há tantos lugares para estar, tantas pessoas com quem falar, longe ou perto de mim, pode estar na minha rua! E quais são as certezas?

Talvez, no final das contas, seja realmente mais fácil mesmo ficar sozinha. Não dói mais do que já sabemos que dói, e o coração não vai sangrar, a não ser que seja por mea culpa. Meus pensamentos não vão vagar pelos pensamentos de outros. Ou pelo menos não deveria. Isso deixa de ser solidão, e passa a ser desencontros da vida.

Pode ser, então, que meu coração seja mesmo de pedra. Os tropeços da vida o fizeram assim. Prometo que vou ouvir as pessoas melhores do que eu, prometo que vou tentar confiar mais, e prometo também ver o tal do “Modigliani” e vê-lo sem achar a mulher boba. Quem sabe assim eu consiga rever alguns conceitos, sem me tornar idiota ou irreconhecível…

Desejos

Se um gênio parasse aqui agora, nesse minuto, na minha frente, azulzinho, acho que, de verdade, não saberia o que pedir. Talvez pela minha mãe, ou uma quantidade beeem grande de dinheiro, ou talvez um amor. Mas, e os detalhes? Acho que o que acaba com a vida são os detalhes. Tá, pela minha mãe eu já sei exatamente o que pedir. Será que sei mesmo? Se peço pela saúde, e o amor? Se peço pelo amor, e o trabalho? Se peço pelo trabalho, e as realizações? E a felicidade? O que pedir?

O tal do dinheiro. Ah, esse pedido é mole! Pedia logo uns 50 milhões, comprava casa, carro, pagava todas as contas, muuuuuitas roupas, sapatos, bolsas, acessórios, mandava construir um closet enorme e lotava todo ele. E o resto, eu investia em casa, terreno, banco. Acho que esse é fácil. Será mesmo? Como será administrar tudo isso, dar conta dos amigos, dos “amigos”, os que amam muito, separar joio do trigo, saber dizer nãos. Talvez não seja tão fácil assim.

O amor. Ahhhh, o amor… Mas esse eu já sei que seria mesmo complicado. Imagina: alguém que me ama e que eu ame de volta, que entenda e aceite minhas (muitas) neuras, que saiba elogiar nos momentos certos, me deixar um pouco sozinha quando for o momento, ser carente, ser amável. E que tenha problemas também, que é pra não perder de tudo a graça.

Começo a pensar que a vida é boa mesmo como ela é. Temos que nos arriscar mesmo, correr atrás das nossas realizações, sonhos e projetos, quebrar a cara, levantar, chorar, rir, se decepcionar, se surpreender. Afinal das contas, mesmo se tivéssemos tudo, sempre estaria faltando alguma coisa.

Futuro

Hoje me deparei observando dois grupinhos de pessoas, pessoas normais, mas que estão em etapas da vida diferentes da minha. Vi, primeiro, um grupo de meninas, bem mais novinhas. E me vi, de repente, em um momento nostalgia: lembrei quando pegava ônibus cheio junto com as minhas amigas na volta pra casa da escola, lá nos meus 11 anos. Quando eu achava o máximo andar sozinha, fazer sinal pro ônibus e ele parar pra mim, ali, tão pequenininha… Como pode o tempo passar assim, tão rápido, pela gente!

E eu me lembro que nessa época ficava imaginando como seria lindo estar com 15 anos, ter amigos mais velhos, namorar, paquerar… Como eu sonhava! Tudo seria perfeito e minha vida seria de princesa!

Vieram, enfim, os 15 anos: teve a festa, mas a melhor parte foi esperar por ela. Veio o namorado, mas ele não era o príncipe encantado, e me encheu o saco. Vieram as paqueras, mas nunca era o que eu queria, nem eu sabia o que queria! Vieram os amigos mais velhos, mas eram ainda novos, tanto quanto eu. Percebi que a tal vida de princesa não viria aos 15 anos.

E comecei a pensar que a perfeição seria os 18, talvez 19 anos. Imagine só! Estudar em uma faculdade, ter amigos de todas as idades, sair muito, ser feliz como só se é em filmes americanos, trabalhar, ser parcialmente independente. Seria o sonho. O ápice da minha vida. Vieram os 18, 19 anos. Sim, vieram os estudos, que dão mais trabalho na vida real do que no sonho. Vieram também os amigos de várias idades. Mas são pessoas, e pessoas são falhas. E eu sempre espero mais delas do que elas estão dispostas a me dar. Talvez não tão amigos como eu achava, mas amigos queridos, amados demais, mas não com toda intensidade do mundo.

Sair é sempre bom, mas há dias em que nossa casa é uma fortaleza. Nas novelas, filmes, séries, todo mundo sai mais do que o real. Sair todos os dias é algo surreal que só consigo compreender completamente hoje. Namorar é lindo, mas também, como os estudos, dá mais trabalhos do que o real. São duas pessoas diferentes, idéias e conceitos diferentes, crenças diferentes. É preciso gostar muito, entender muito, querer muito. E, além disso, saber que é essencial também ser muito gostado, ser muito entendido, ser muito querido. E, mais difícil do que juntar esses sentimentos todos por uma só pessoa é fazer com que, simultaneamente, essa mesma pessoa sinta a mesma coisa por você. Falando assim, me parece mais fácil ganhar (de novo!!) na loteria. Namorar é lindo, mas muito mais romântico e perfeito na idealização, fora dos problemas que o cotidiano se empenha em trazer.

Trabalhar, percebi logo, não seria o sinônimo de independência parcial. O que me trouxe essa liberdade, a seu tempo, foi a confiança, o respeito, a lealdade, a verdade. Tudo baseado em uma construção e não foi da noite pro dia. Percebi que talvez o tal do topo seria aos 22, 23 anos…

Hoje, olhando aquelas menininhas, vi também um segundo grupo: mulheres na casa dos trinta, aparentemente bem sucedidas, bem resolvidas, trabalhando no que gostam, sendo amigas de anos. Era a visualização da felicidade.

Me lembrei aí de todos os projetos baseados em um futuro que não me cabe. Quem sabe se ele chegará? E por que o hoje não pode ser feliz?

A vida é constante movimento, e ninguém está completamente satisfeito com a sua vida. Se não temos o que esperar, o que almejar, o que fazer, então? Pra que prosseguir?

O momento mais importante da vida é agora, e esse tal futuro é imaterial. Meus amigos, minha vida, minhas expectativas podem até não serem uma perfeição completa, mas é tudo o que eu tenho! Busco meu futuro, tento me preparar, mas enquanto ele não vem, aproveito meu presente. Agora é o ápice da minha vida, é o que eu fiz em um passado e estou colhendo hoje. Amo minha vida, como ela está. E que venha o futuro!