Ainda essa semana, eu estava falando com minha amiga Juliana sobre pós-graduação. Eu falava com ela que se eu pudesse escolher sem raciocinar na razão e no futuro, eu faria documentário na UFF. Mas tenho muito medo do depois. Eu sou louca por vídeo, e um simples contato com essa área sempre me deixa feliz, e não só trabalhando, mas também assistindo.
Fico sempre pasma com a manipulação de estado de espírito que um bom filme é capaz. Sempre sou capaz de ir da gargalhada à melancolia com uma história. Acho lindo o fato de poder viajar em uma história totalmente diferente da sua vida, e ali sofrer, chorar, rir, se apaixonar, odiar, amar, sentir pena...
Sem querer fazer a Lisbela (de Lisbela e o Prisioneiro), o bom de todo filme não é o que vai acontecer, mas como vai acontecer. E tudo ali é permitido para que os personagens cumpram suas tarefas. E tudo o que você não tem em sua vida pode ser compensado na tela. Tudo o que você tem que fazer é sentar e assistir.
Estava hoje vendo o show da Cássia Eller pela MTV. A cada música, eu me sentia sentada ali, vendo tudo de camarote. E as letras? Ahhh, as letras... Me vi em muitas delas, voltando no tempo, na adolescencia; me vi na minha vida de hoje, quando uma estrofe falava por mim; me vi prospectando um futuro, esperando que parte daquela poesia cantada pela fabulosa voz de Cássia Eller se concretize um dia em minha vida.
Acabado o show em domicílio, me vi mergulhando de cabeça no mundinho fashion de Carrie Bradshaw e suas amigas de Sex and the City. Como meu amigo Well me diz, eu sou mesmo um clichê ambulante, e sim, muitos dos episódios que vi até hoje falaram direto comigo, falaram por mim em algum momento. Tenho meus momentos de Carrie, outros de Samantha, alguns de Charlotte e até de Miranda. Adoro sair dali acreditando que aquele happy end também vai acontecer comigo e que meu mundo pode ser tão fashion e glamouroso como o delas. Sonhar ainda é de graça, né?
Assim, se eu assisto Harry Potter fico desejando muito Hogwarts; se o filme é Prenda-me se For Capaz, o que eu mais quero é a inteligencia e a perspicácia de Frank Abagnale jr... Cada filme é uma emoção. E fico feliz por poder contar com vídeos, que eu tanto amo, para transformar meu dia, minha vida.
Quando terminei de asistir o ladeira abaixo de Requiem para um Sonho, me sentindo destruída, corri muito rápido para a série que sempre me diverte: Os Normais. O casal sempre me faz querer ter uma vida daquela, que é sem complicação, sem grandes problemas, com muito amor... Mas é um amor não-pegajoso, como eu tanto espero pra mim... Esse carrossel de ideias e sentimentos me faz ficar cada vez mais amante dos filmes...
Agora, é esperar pela próxima atração. E pela próxima emoção. E não tem mesmo jeito: vou me entregar, viajar, sair de meu mundo com os personagens da tela, e voltar, bem devagar, quando terminar. Me deixo voltar entorpecida, amolecida, para só então perceber qual é o desejo que está me dominando naquele momento. Por tudo isso é que eu pergunto: vídeo é ou não o máximo???
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