sábado, 1 de maio de 2010

Desejos

Se um gênio parasse aqui agora, nesse minuto, na minha frente, azulzinho, acho que, de verdade, não saberia o que pedir. Talvez pela minha mãe, ou uma quantidade beeem grande de dinheiro, ou talvez um amor. Mas, e os detalhes? Acho que o que acaba com a vida são os detalhes. Tá, pela minha mãe eu já sei exatamente o que pedir. Será que sei mesmo? Se peço pela saúde, e o amor? Se peço pelo amor, e o trabalho? Se peço pelo trabalho, e as realizações? E a felicidade? O que pedir?

O tal do dinheiro. Ah, esse pedido é mole! Pedia logo uns 50 milhões, comprava casa, carro, pagava todas as contas, muuuuuitas roupas, sapatos, bolsas, acessórios, mandava construir um closet enorme e lotava todo ele. E o resto, eu investia em casa, terreno, banco. Acho que esse é fácil. Será mesmo? Como será administrar tudo isso, dar conta dos amigos, dos “amigos”, os que amam muito, separar joio do trigo, saber dizer nãos. Talvez não seja tão fácil assim.

O amor. Ahhhh, o amor… Mas esse eu já sei que seria mesmo complicado. Imagina: alguém que me ama e que eu ame de volta, que entenda e aceite minhas (muitas) neuras, que saiba elogiar nos momentos certos, me deixar um pouco sozinha quando for o momento, ser carente, ser amável. E que tenha problemas também, que é pra não perder de tudo a graça.

Começo a pensar que a vida é boa mesmo como ela é. Temos que nos arriscar mesmo, correr atrás das nossas realizações, sonhos e projetos, quebrar a cara, levantar, chorar, rir, se decepcionar, se surpreender. Afinal das contas, mesmo se tivéssemos tudo, sempre estaria faltando alguma coisa.

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