quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

mudanças

todo mundo tá cansado de saber que nada é pra sempre mesmo. mas ao mesmo tempo, ninguém tá preparado pra perder nada. seja um amor, um amigo, um emprego, alguém da família... é uma sensação de vazio quando a gente olha pra trás e vê que muito do que fazia muito sentido ficou no passado. quando o carinho já não é presença. perceber mudanças sutis e ter a certeza de que a mudança é pra sempre doi a longo prazo. é o sofrer por antecipação, é o sexto sentido que não abandona. relacionamento vai ser sempre relacionamento, seja afetivo, entre amigos, familiares, não importa. são duas pessoas que convivem, se gostam, tem algo em comum. aí de repente, uma das partes não vê mais sentido. não quer mais, pretende outras ideias, outros projetos, outras pessoas, outra vida. e sem a gente. nos resta levantar a cabeça. fazer das boas lembranças somente boas lembranças, e não um motivo pra se sentir mal. fazer da saudade uma aliada por um tempo, e dar um jeito de acabar com ela depois. entender que nada é mesmo pra sempre, e que somos capazes de superar qualquer coisa. olhar o mundo sozinho é menos bonito do que olhar o mundo com um amigo. mas amizade, afeto e carinho são coisas que jamais devemos pedir a ninguém. esperar que a vida não desampare. que se feche uma porta e se abra uma janela. ou pelo menos que se aprenda a caminhar sozinho. tudo passa. até esse vazio enorme que fica depois de cada situação dessa. tudo passa mesmo...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Certezas

Tô absolutamente certa de que amizade não existe. assim como amor também é uma utopia, ou talvez uma sorte muito grande que alguém tem, do tipo ter o emprego dos sonhos ou ser alguém muito querido. das muitas decepções que eu tive ao longo da minha vida, e foram muitas, eu só tiro conclusões ruins: - não adianta você ser legal com ninguém, porque quando você precisa de companhia, vai ser só você e você mesmo. - esperar que amizade seja uma via de mão dupla é esperar que uma flor não morra só porque você cuidou bem dela. não tem o que ser feito. - talvez você não consiga mudar sua tendência/ mania/ essência, não sei bem do que se trata. você talvez seja sempre um bocó. mas talvez o certo a se fazer é não ser bocó sempre com as mesmas pessoas. - cortar pessoas das nossas vidas é uma das tarefas mais difíceis de se fazer. mas depois que conseguir, vai ser definitivo. - pensar que não tem necessidade de passar por determinadas coisas na vida não diminui a dor ou te torna mais forte. - olhar pra trás também não costuma ajudar muito. uma vez me disseram que a história não muda. o que mudam são os personagens, e eu vou ser sempre uma boba. talvez seja assim mesmo. tentar ser forte é pior do que ser forte efetivamente. mas eu sobrevivo. já cheguei até aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meus desenhos eternos

19 – Fazer mais duas tatuagens


Depois de muitas e muitas idas e vindas, consegui encontrar o Felipe em casa e risquei assim mais um item da lista. Na verdade, no meu aniversário eu ganhei dele mesmo uma tatuagem de presente: o simbolo de leão, que fiz no pulso. Como faltava mais uma, fiz a minha tão amada borboleta na nuca, como já queria fazer a tanto tempo! E ficou tão fofa…

Minha mãe nem se chocou. Vitória disse que eu vou ficar igual a Pitty. Por enquanto são essas. Mas como as ideias sempre surgem, quem sabe eu faça mais alguma ainda, agora que o medo nem é mais tanto um problema…

Ciúmes

Um dos meus itens da lista de 101 coisas é ser menos ciumenta. Lembro que quando coloquei esse item, teve umas duas ou tres pessoas que foram contra, tipo “é muito fácil pq voce não é ciumenta!”. sei…

mas nem é tão fácil assim. assumo (como fiz pouquíssimas vezes na vida!!) que sou mesmo ciumenta. não uma louca, jamais, mas ciumenta. sinto mesmo ciume de todas as pessoas que eu gosto, por mais que ninguém nem imagine. e por mais que eu tente jurar odio eterno, o amor sempre me dobra (nossa, que romântico… mas é a verdade).

o que me deixa tranquila é que consigo olhar isso como carinho, também. e eu sou leonina, né, espero mesmo ateção exclusiva, holofotes, ouvidos a postos. bem típica mesmo. mas como eu disse, não sou nenhuma psicótica, então tudo isso acontece de forma quase homeopática. aí, o que pode acontecer, é inverter os sentimentos, como trocar o ciúme por uma preocupação enorme com uma amiga maluquinha que de tão romântica, sonhadora e esperançosa precisa de umas pedrinhas no bolso pra não sair flutuando por aí…

o maior problema desse item é ser abrangente demais. o que é ser menos ciumenta? não poderia ser “não ter ciúmes por 1 mês”? mas isso não é uma desistência do item. talvez seja uma boa forma de autoconhecimento!

Aprendendo sobre Mitos Gregos

Pedi ao meu amigo lindo e fofo Pedro que me ajudasse com o livro sobre Mitos Gregos que preciso ler para cumprir mais um dos itens da minha lista. Ele me entregou hoje, e eu já comecei a ler. Acho o máximo as historinhas sobre mitologia. Li só duas, mas que já conseguiram me impressionar em algum momento!! Como tenho alguns (muitos) trabalhos pra colocar em dia, incluindo nessa brincadeira parte da monografia, não sei ainda quando consigo terminar isso. Mas já tô caminhando pra tirar mais um itenzinho!

Andando com a lista

27 - Fazer algo significativo e não contar para ninguém pelos 1001 dias

Consegui entender o que o Gabriel quis dizer quando falou que quando eu fizesse alguma coisa significativa, eu saberia, e que eu não poderia contar a ninguém. Realmente, uma coisa significativa é bem relativo. É significativo pra mim. Me dei conta hoje de que fiz algo significativo, e já que não falei sobre isso com ninguém, tá valendo! Menos um item!!

Tropa de Elite 2

Enfim, consegui assistir Tropa de Elite 2, depois que todo mundo já viu. Mas o importante foi assistir. Durante mais de duas horas de filme, me vi assistindo novamente a uma aula de Política e Comunicação. Saí do cinema revoltada, como muitas vezes saía das aulas, por ver uma realidade tão triste e ter certeza de que nada vai mudar. O filme mostra mesmo uma verdade estampada, e que muitas das vezes não queremos ver. Pudera, quem quer se sentir desprotegido, avulso pelo mundo, sabendo que quem tem a obrigação de trabalhar pela nossa segurança pode ser o motivo da insegurança?

Tudo no filme é muito bom, desde os momentos que consegui rir até as cenas que me assustaram. Fiquei até pensando em determinadas partes: “quem deixou esse filme passar, ainda mais em ano de eleição?”. Mas fico feliz que tenha saído, embora acredite que a mensagem verdadeira que o filme quis passar vai permanecer imune a alguns. Quem esperava uma continuação do primeiro filme, cheio de bordões e de lutas, sai mesmo achando o filme mais ou menos. Pelo menos foi o que eu percebi com as pessoas perto de mim. Tropa de Elite 2 é totalmente político, e o heroísmo dessa vez não está em colocar o bandido no saco nem atirar na cara que é pra estragar o velório. Mais ‘burocrárico’, o inimigo agora é realmente outro. E até mais perigoso que o primeiro, já que não vai ser vencido jamais e por ter todo o poder que lhe é possível nas mãos. Mas, como o filme faz toda questão de lembrar, “Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção”