segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Enfim, consegui assistir Tropa de Elite 2, depois que todo mundo já viu. Mas o importante foi assistir. Durante mais de duas horas de filme, me vi assistindo novamente a uma aula de Política e Comunicação. Saí do cinema revoltada, como muitas vezes saía das aulas, por ver uma realidade tão triste e ter certeza de que nada vai mudar. O filme mostra mesmo uma verdade estampada, e que muitas das vezes não queremos ver. Pudera, quem quer se sentir desprotegido, avulso pelo mundo, sabendo que quem tem a obrigação de trabalhar pela nossa segurança pode ser o motivo da insegurança?

Tudo no filme é muito bom, desde os momentos que consegui rir até as cenas que me assustaram. Fiquei até pensando em determinadas partes: “quem deixou esse filme passar, ainda mais em ano de eleição?”. Mas fico feliz que tenha saído, embora acredite que a mensagem verdadeira que o filme quis passar vai permanecer imune a alguns. Quem esperava uma continuação do primeiro filme, cheio de bordões e de lutas, sai mesmo achando o filme mais ou menos. Pelo menos foi o que eu percebi com as pessoas perto de mim. Tropa de Elite 2 é totalmente político, e o heroísmo dessa vez não está em colocar o bandido no saco nem atirar na cara que é pra estragar o velório. Mais ‘burocrárico’, o inimigo agora é realmente outro. E até mais perigoso que o primeiro, já que não vai ser vencido jamais e por ter todo o poder que lhe é possível nas mãos. Mas, como o filme faz toda questão de lembrar, “Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção”

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