terça-feira, 11 de maio de 2010

Autossuficiência

Nessa semana que passou ouvi uma frase que, a princípio, foi só uma frase, mas que no decorrer de um final de semana fez muito mais sentido. Até um pouco mais do que eu imaginava. A frase foi: “sou autossuficiente”. Na hora, a frase fez sentido na conversa. Talvez eu tenha sorrido, feito algum comentário, e só. Era só algo a respeito do que falávamos, e, do jeito que minha memória é, depois de 10 minutosde tê-la ouvido, nem me desse mais conta dela.

Mas o final de semana foi chatinho, estranho. Não que eu esperasse algo acontecer (talvez meu inconsciente até esperasse…), mas, de fato, nada aconteceu. Bom, quase nada. Sexta, que nem é dia de sair porque acordo cedo no sábado, consegui me diverti. Ri, vi gente, falei bobagem, foi ótimo! E pra melhorar, sábado eu estava inteira. Pelo menos na parte da manhã.

Obrigações cumpridas, unhas feitas e cabelos lavados, agora era esperar por uma festinha de criança que eu teria de ir co meu pai. Meu pai não é nenhum exemplo, mas sábado ele bateu recordes e conseguiu ser pior que de costme.

Saindo de lá, tudo que eu mais queria (e precisava) era sair pra rir,ver gente, me sentir bem, sei lá, me sentir viva. E até os lugares perto de casa estavam me parecendo legais. Eu tive opções, tive disposição, tive vontade. Mas não tive companhia. Mais ceso, as minhas companhias em potencial me disseram que não sairiam, e já deixaram avisado que nem mesmo meus dramas e minhas cenas os fariam mudar de ideia. Quando eu cheguei em casa, me lembrei pela 1ª vez da frase.

Um amigo da faculdade me ligou nessa mesma noite, que foi a noite de comemoração do aniversário dele, e que eu disse que iria. Masnão fui, e me lembrei pela 2ª vez da bendita frase.

Me dei conta de quantas coisas eu perco por temer minha própria companhia. Se eu não fosse assim, certamente alguns finais de semana não seria tão enfadonhos. Claro que eu também não sairia por aí fazendo a louca e indo pra lugares absulutamente sozinha. Mas sei que tem coisas pra se fazer sozinho.

Essa coisa de ser autossuficiente estava na minha lista de 5 promessas para 2010. E porque não consigo isso por completo? Meu amigo-virtual-pscicólogo Gustavo me diz que isso acontece porque eu gosto da companhia, e não da balada em si. Mas eu preciso aprender a gostar da saída, e a encontrar a companhia onde eu estiver.

Tudo bem, o ano novo aindanão acabou, e eu ainda tenho 7 meses para me adestrar. Sei que não será do dia pra noite, mas sei que eu posso. E, acredite, eu estou caminhando. Ok, sei que ainda fico chateada quando meus amigos não querem sair (sempre), ou saem sem mim, ou não nos falamostanto quando eu queria. Realmente, talvez eu precise de amigos novos (nunca são demais), mas acima de tudo preciso ser mais minha amiga, e entender que pode ser legal onde eu estiver, ainda que seja sozinha. Estou aprendendo a lidar com a solidão, e até onde eu fui, fiz tudo direitinho. Mas ainda falta.

Sei que alguns verão esse meu desejo como egoísta, algo egocêntrico. Mas juro que não é: isso é o que eu entendo (e desejo) que seja a tal da autossuficiência.

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