No ultimo fim de semana, mesmo meio desanimada, decidi sair. Mesmo tendo ido com um carinha que já tinha ficado, mas nem queria ver de novo, saí. O fim de semana acabou nem sendo essas coisas, não aproveitei como queria, não fui onde queria, enfim, já tive fins de semana melhores. Mas tudo tem um lado positivo.
O tal do carinha, dias depois, se mostrou sendo mais um idiota, mais um tipinho que realmente não faço questão em ter sequer em minha lista de contatos. Não sei por que ainda subestimo o meu sexto sentido...
Passando então por mais um desses, me peguei pensando (novamente) no que eu espero, afinal. Escutei mais de duas vezes em menos de uma semana que eu sou uma pessoa muito complicada. Mas não acredito nisso. Não me acho nem um pouquinho complicada. Talvez eu apenas idealize demais. Mas quem não idealiza???
Na verdade, o que eu espero talvez seja um pouco difícil de entender, ou um pouco difícil de conseguir. Mas isso não me torna complicada. Quem sabe até exigente. Eu só espero encontrar alguém que tope meus programas de índio, como os chama minha prima: ir ao zoológico, na biblioteca, caminhar na praia, assistir uma peça, tomar um sorvete no meio da tarde, procurar cd mesmo que não vá comprar... essas coisas simplezinhas, mas que me deixam feliz. Não quero, porém, um namorado. Pode parecer estranho, mas eu não quero. E não entenda isso como um ode a solterice, que não é o caso. Costumo dizer que procuro o meu “Mr. Big”, como o da Carrie, de Sex and the City: gosta dela, sim; está com ela, sim. Mas isso não os tornava um casal de namorados. Eu gosto da sensação de curtir alguém, e acho que tenho medo de estragar isso.
Isso é o que uma amiga chama de complicado. Não acho que seja, mas talvez eu pense assim por ter isso perfeitamente idealizado e prontinho em minha cabeça. Tenho isso como o relacionamento perfeito – pelo menos é perfeito em minha concepção. Uma outra amiga diz que eu procuro, na verdade, um tal de “amigo colorido”. Acho que o problema é exatamente esse: por que tudo tem que estar rotulado, nomeado? Por que não posso simplesmente estar a procura do meu “Mr. Big”?
Pode ser que essa minha procura acabe sendo mais difícil do que possa parecer na teoria. Mas tenho certeza de que essa pessoa existe. Juro que não estou como a princesa à espera do Príncipe Encantado, que virá montado no cavalo branco. Quero, sim, alguém real, que tope esses meus programinhas e sugira os seus, que me escute e que fale de si, que tenha o que me dizer, sem ser o “romântico meloso”, que entenda que precisamos de espaço, que me ache uma pessoa interessante (e não só uma mulher interessante), mas que também tenha suas dificuldades e problemas, suas imperfeições, seus defeitos, assim como eu tenho os meus.
Na verdade, eu nem sei o que tenho que fazer para encontrar essa tal pessoa. Mas sei que existe, sim. Pode parecer loucura, um surto, ou que eu nunca (nuca, nunca!!) vou achar esse tal ser humano. Mas quando eu topar com ele por aí, sei que ele nem vai achar essa minha idéia tão delirante assim...
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